Lala Deheinzelin faz reflexão sobre o futuro na Expomais

A futurista Lala Deheinzelin, do movimento Crie Futuros, foi a segunda palestrante âncora do dia a subir no palco do Auditório Jayme Antônio Zanatta, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), durante a ExpoMais – Encontro Sul-Brasileiro de Marketing, Administração, Inovação e Sinergia. Lala é futurista desde a metade dos anos 90, uma das top futuristas da América Latina e pioneira em economia criativa e colaborativa.

De uma forma bastante informal, ela iniciou a conversa literalmente relaxando o público, ensinando e simulando técnicas de massagem, promovendo ainda uma integração entre os participantes que se auxiliaram. “Santa Catarina é um polo de inovação e um dos estados em que mais atuo”, disse, emendando sua trajetória multimídia nas corporações onde criou as estratégias das novas economias. “Neste momento eu notei o quanto a gente tem que ter lentes para enxergar as riquezas disponíveis”, disse.


A palestra “Novas Economias Viabilizando Futuros Desejáveis”, abordou o chamado Fluxonomia 4D, que é o futurismo e mais as quatro novas economias: criativa, compartilhada, colaborativa e multimoedas.


Para ela, essas economias deveriam ser a estratégia prioritária dos países, com foco no desenvolvimento. “A China é um deles, mas poucas pessoas sabem. Sempre tive uma perna nas micro e a outra nas macro empresas, fazendo a ponte do que uma pode aprender com a outra. Mudar é complicado, mas é necessário criar futuros para se preparar para a mudança, pois sem ela não tem inovação”, informa.


Lala declarou que o que se passa atualmente no âmbito econômico é uma transição, e não uma crise. “Estamos vivenciando a maior mudança da humanidade e isso é incrível. Não se pode ter medo do futuro, mas tem que se preparar para ele. A gente morre de medo do que está por vir, mas o futuro vai ficando melhor para quem se atualiza e pior para quem não. Lembram dos nossos bisavós? Era melhor ou pior naquela época? Não tenha medo do futuro, pois ele sempre melhora”, afirmou.


Acompanhar o sistema

A futurista disse ainda que o ser humano está num sistema 2D, porém em um universo já em 3D. “Não haverá mais emprego, mas sim muito trabalho, e temos que nos preparar. Quem compreende que está em rede se dá bem, já quem não compreende não, e é exatamente esta pessoa que acha que estamos em crise, e não em uma transição. A maneira mais sintética de se representar a uma coisa é uma rede, que se conecta e flui. Mudou a rede? Então a gente precisa saber disso, entender e apreender”.


Lala ressaltou que a chamada crise, a qual denomina de transição, é geral, ocorre em todos os lugares, atingindo todas as esferas e que não é algo passageiro, ou seja, veio para ficar. “Temos que ter lentes para ver essa mudança como uma onda. Ou eu posso surfar nela ou eu tomo um ‘caldo’. A questão é ver como a gente lida com isso. O mercado financeiro, por exemplo, está se reinventado. Quem está sacando o que está acontecendo está se dando bem. Outro exemplo é a ExpoMais. Este encontro é a junção de várias instituições, de várias redes que se uniram e fizeram um evento enorme como este”, exemplificou.


Para a futurista, a primeira coisa a se fazer é compreender o presente e criar o futuro dependendo daquilo que é plantado. “Do que é semeado. Porque não são só frutos que dão sementes. Pode parecer louco, mas quem sempre esteve à frente do seu tempo sempre foi taxado de louco. A evolução só acontece quando a gente começa a enxergar e não só cria o que deseja como também evita o que deseja”, recomendou.


Lala trabalhou e palestrou em quatro continentes. Foi indicada como uma das únicas três futuristas top na América Latina e Central, além de ser considerada uma das 100 mulheres no mundo que estão cocriando a nova sociedade e economia. Além de criadora do movimento Crie Futuros, é autora do livro Desejável Mundo Novo.


(Texto e Fotos: Talise Freitas/Ápice Comunicação/ Assessoria de Imprensa da ExpoMais)

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